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Cenas de Filme
Cortezolli
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Ela tentou impedir que a falsa segurança baleasse as pessoas que deveria proteger… aquela mulher louca tinha uma automática nas mãos. Para impedir ela só tinha uma pistola, poucas balas e um espírito suicida…
… correu em direção a louca e atirou, acertou sua perna direita, ela caiu e ao se virar de frente para uma porta sem importância, pediu socorro, gritou o nome “dele”.
Ela ainda de arma em punho atirou de novo, movida pelo susto de ter ouvido o nome “dele”, as perguntas surgiram muito rápido em sua mente:
Ele? Por quê? Do que ela tá falando?
Então, eis que surge “ele” da porta sem importância… E, "ele" se aproxima dela e ela atira uma vez, a arma trava, tenta de novo…trava outra vez. “Ele” a encara com um olhar sínico e afirma:
- Essa não é a primeira vez que a arma falha quando você tenta atirar em mim.
E um filme passa em sua mente.
E ela lembra que já feriu seu ombro uma vez, ou terá sido o peito, próximo ao coração?
Não sabe ao certo.
Destrava a arma e atira novamente… Acabaram as balas.
Droga! – Ela diz.
“Ele” chega mais perto e coloca a arma no próprio peito, para que ela possa atirar mesmo sem balas, testa o poder que exerce sobre ela, aquele sorriso sínico no canto dos lábios ainda está lá... Torturante.
Ela toca o peito másculo coberto pela camisa verde musgo.
O cenário muda... E já estão em outra sala, ou será um quarto?
Ele se ajoelha e, a beija enlouquecidamente… Ela não se controla, e retribui.
Há mais barulhos no lugar, talvez passos que os interrompem.
Ela vai checar o que é. Ele senta em frente ao computador… Talvez seja lembranças do que ele faz…
Mais portas brancas. Corredor estreito.
Ela não precisa de nada, vão embora! – Ele resmunga.
Ela vai para o quarto….
- Preciso de um banho. - Ela diz já de costas.
Ele a segue, para alertá-la:
- Vou me atrasar para…
Ele se surpreende ao vê-la sentada na cama, ele desliga as luzes, a deseja muito ainda.
Ela então se entristece e questiona:
- Ninguém pode me ver contigo, né?
Ele ainda com os braços apoiados na porta e o tronco inclinado para frente, como se estivesse pronto para atacá-la, recua. Triste também, e responde:
- Você sabe…
Paralisados ali, silenciam.
Impedidos por algo maior do que o que sentem um pelo outro. |
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