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Os Maus
Paulo M. C. Valenca
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Os motoqueiros estacionam na esquina.
Então, o negro e forte:
- O cara “encomendado” é aquele ali, que bebe com o alourado.
Aí, o outro, um sarará magro:
- Ô moreno, o galego entra também no “queima?”.
Sorrindo, o negro:
- Que jeito? Entra também.
Ligam os motores e se aproximam em velocidade.
A zoada dos escapes. A perplexidade. As detonações. A pancada violenta na testa, no peito... Tombando para trás, Carlinhos arquejando, aos poucos, imobiliza-se, ao lado do amigo, que também se aquieta, para sempre.
Logo surgem os curiosos que, calados, fazem o círculo em volta dos corpos, enquanto à distância, as motos se diluem na madrugada cúmplice. |
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